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A mostrar mensagens de Outubro 15, 2006
Tempo de poesia

Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manha
? névoa do outo dia.

Desde a quentura do ventre
? frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas qua amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das maos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumaçao ao caos
? confusao da harmonia.


António Gede?o